Editorial


Abril/2009


A Páscoa pelo mundo 




Nos Estados Unidos as crianças brincam de caça ao ovo no domingo de Páscoa.
Os ovos cozidos, decorados com tintas, são escondidos pelos pais no quintal ou dentro de casa.
Ao passar pela Bélgica e pela França, você estranhou o silêncio nas cidades. 
Logo descobriu o motivo: os sinos das igrejas não tocam entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa. 
Diz uma lenda local que os sinos voam para Roma até a Páscoa e quando voltam... deixam cair ovos para todo mundo encontrar! 
Por via das dúvidas, as crianças belgas fazem ninhos de palha e os escondem na grama para que o coelho da Páscoa os encha de ovos.
Na Páscoa da Bulgária, há o costume de colorir ovos cozidos após a missa na Quinta-feira Santa. 
Eles também fazem pães pascais chamados kolache ou kozunak. 
Um pão é decorado com número ímpar de ovos vermelhos e levado à igreja na madrugada de sábado. 
Os pães e ovos são abençoados e dados aos amigos turcos da família - padrinhos, madrinhas, pais e parentes. 
Depois de comer um pedaço, você percebeu que o gosto era parecido com panetone! 
Após o almoço de Páscoa, cada pessoa da família pega um ovo e todos começam a batê-los uns com os outros. Quem ficar com o ovo inteiro terá um ano de sorte.

A Páscoa da Suécia faz lembrar o dia das bruxas americano. 
Na quinta-feira Santa ou na véspera da Páscoa, as crianças suecas vestem-se de bruxos, visitam seus vizinhos e deixam um cartão decorado para conseguir doce ou dinheiro! 
No oeste da Suécia, os cartões são deixados nas caixas de correios ou debaixo das portas, mas ninguém pode ver quem os colocou!
Índia e China - a população indiana, que segue a religião hindu, promove o festival Holi, para lembrar como o deus Krishna apareceu. 
As pessoas dançam, tocam flautas e fazem comidas especiais. 
Então, é hora de visitar os amigos e experimentar o que cada um preparou! 
O dono da casa costuma marcar a testa de seus convidados com pó colorido. 
Já na China, na época da Páscoa, acontece o Ching-Ming. 
Durante essa festividade, as pessoas visitam os túmulos de seus ancestrais e fazem oferendas, como refeições e doces. 
O objetivo é deixar os ancestrais satisfeitos com seus descendentes. 

(Mara Figueira - Ciência Hoje/RJ)





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